quarta-feira, 23 de março de 2011

A importância da prática de exercícios físicos pelo diabético

Muitas pessoas diabéticas acreditam que exista um certo risco ao se praticar exercícios, pois já que o músculo necessita de mais glicose durante a atividade física, pode-se não ter esta  glicose em quantidade suficiente circulando no sangue, causando-se desta maneira uma hipoglicemia.
Isto não é verdade. Os diabéticos podem (e devem) praticar, sem qualquer risco, exercícios regulares, mas devem procurar sempre uma orientação médica, a fim de que se possa monitorar os níveis sangüíneos de glicose e regular a dosagem de insulina de acordo com as atividades físicas realizadas no dia. Quando o diabético for realizar uma atividade física, ele deve diminuir a quantidade de insulina no período em que for praticar a mesma, para se evitar, desta maneira, que ocorra uma hipoglicemia indesejada.


BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE EXERCÍCIOS AO DIABÉTICO

Aumento da captação de glicose pelo músculo: durante a atividade física, os músculos captam glicose mais eficientemente, a fim de produzir energia para a contração muscular e garantir os níveis de glicose adequados. A atividade física estimula a produção de insulina, o que é benéfico para o diabético (no caso dos diabéticos do tipo 2).
Aumento da sensibilidade celular à insulina: a atividade física eleva a sensibilidade celular em 40%, mas com efeito limitado de 2 a 3 dias.
Captação da glicose no período após o exercício: após o término da atividade, a musculatura continua captando glicose de forma mais eficiente. Mas, neste momento, o objetivo não é mais fornecer energia para o trabalho muscular e sim fornecer substratos para recompor o músculo que foi utilizado durante o exercício. Este fenômeno pode ser responsável por hipoglicemias até 48horas após o término da atividade.
Diminuição da gordura corporal: 90% dos diabéticos tipo II são obesos e a gordura tem íntima relação com o aumento da resistência celular à insulina. Por isso, recomenda-se a prática de exercícios a fim de que a quantidade de gordura seja reduzida e, conseqüentemente, diminua a resistência celular a insulina. As modalidades mais indicadas são as predominantemente aeróbias, isto é, aquelas que são realizadas em um ritmo natural e constante. Como exemplos de tais atividades temos a natação, a caminhada, o ciclismo, a hidroginástica, aulas de dança, dentre outros.

Incremento das funções cardio-respiratórias: 
Dentre elas diminuição da freqüência cardíaca e pressão arterial de repouso e aumento do fluxo e distribuição de sangue, do glicogênio muscular e hepático, da freqüência cardíaca máxima e da massa muscular, entre outros.

Redução dos fatores de risco de doenças coronarianas:
A atividade física regular proporciona diminuição do colesterol de baixa densidade e aumento do colesterol de alta densidade, assim como diminuição da taxa de triglicérides. Níveis elevados de colesterol, pressão arterial elevada, fumo e inatividade física são os quatro maiores fatores de risco de doenças coronarianas.

Duração do exercício:
Preconiza-se o mínimo de 20 minutos de exercícios, uma vez que o pico de captação de glicose pelo músculo ocorre entre os primeiros 14 a 20 minutos.

Cuidado! 
A intensidade do exercício diz respeito a quantidade de esforço que o organismo é submetido durante a prática do mesmo. Quanto mais intensa uma atividade é, seja em velocidade ou em força, mais anaeróbio o exercício se torna e, portanto, mais inadequado para o diabético. Por isso, um diabético deve praticar atividade física, mas deve tomar estes cuidados para não fazer com que este benefício se torne um malefício.

Dicas de alimentação para o diabético praticante de exercício físico:
  • Se você for usuário de insulina, as atividades físicas não devem coincidir com o horário do pico da insulina;
  • Recomenda-se o consumo de 15 a 30g de carboidratos (1 maçã + 3 bolachas de água e sal + 1 copo de suco de fruta, por exemplo) antes da prática do exercício;
  • Se for um exercício de longa duração, recomenda-se o consumo de carboidrato durante a prática do exercício (1 barra de cereal, por exemplo);
  • Como em toda e qualquer prática de exercício, deve haver uma oferta hídrica adequada, portanto, o consumo de líquidos (água e sucos) devem ser aumentados.
FONTE:http://www.rgnutri.com.br

sexta-feira, 18 de março de 2011

Diabetes X Impotência Sexual



O que é a impotência?

Para poder definir de forma adequada o que em Medicina se entende por impotência é importante esclarecer previamente algumas questões:

O orgão sexual masculino pode encontrar-se em dois estados:

1. Estado basal ou de relaxamento (flacidez) que é o habitual incluindo quando realiza a sua função de condutor de urina.

2. Estado de excitação ou ereção, relacionado diretamente com a atividade sexual

Nesta última forma o pênis aumenta de tamanho e consistência, de forma progressiva e ao longo de um tempo que pode ser muito variável. Torna-se mais rígido, eleva-se sobre o plano horizontal, colocando-se diante do abdômen e permitindo a penetração durante o ato sexual.

Denomina-se de impotência a impossibilidade de alcançar ou manter o estado de ereção suficiente para permitir uma relação sexual.

Anatomia do pênis


O pênis é formado por três cilindros que consistem em dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso.

O corpo esponjoso encontra-se ao meio, abaixo dos corpos cavernosos, contém a uretra e termina numa expansão distal a glande.

Os corpos cavernosos, são dois corpos laterais responsáveis pela rigidez do pênis.

No seu interior existem múltiplas cavidades constituídas por músculo liso e que se vão se enchendo de sangue durante a ereção até alcançar a rigidez completa.

A ereção alcança-se graças à capacidade do pênis em se preencher de sangue. Estímulos múltiplos diretos ou psicológicos podem pôr desencadear este mecanismo.

Todo o processo está controlado pelo sistema nervoso, havendo um componente consciente voluntário e outro inconsciente reflexo.
 
A diabetes é uma causa frequente de impotência sexual. Entre 30 a 50% dos pacientes diabéticos mal controlados são afetados por problemas de ereção.

Esta maior predisposição dos diabéticos para sofrerem de impotência relaciona-se com o que é normal na evolução da doença: as complicações vasculares e neurológicas da diabetes.

O fator mais importante além da duração da doença é a falta de controle adequado, já que nestes casos aparecem alterações nos vasos sanguíneos e nos nervos que são os principais elementos responsáveis pela ereção.

Assim serão causas de impotência na diabetes, alterações que podem se desenvolver ao longo da doença:

· Alterações vasculares afetando as artérias que irrigam o pênis;

Alterações nervosas pela neuropatia que atinge a inervação desta zona;

Alterações hormonais, que além da insulina pode ocorrer em outros hormônios;

Alterações psicológicas em pacientes que sofrem de doença crônica, podem predispor a fatores psicológicos com incidência negativa na qualidade de vida e no funcionamento sexual.

Os medicamentos que por vezes o diabético precisa tomar pela presença de outras doenças podem também afetar a ereção.

O que fazer se surgir uma disfunção erétil (impotência)?

Normalmente o paciente deverá ser encaminhado para o Urologista, especialista neste campo. A ele vai caber analisar, estudar o caso e propor a solução que a ele melhor se adapte.

Hoje em dia existem diversas opções de tratamento que permitem corrigir ou melhorar este problema em quase todos os pacientes.

Assim, temos:

* 1. Tratamento hormonal, se houver alguma deficiência.

* 2. Psicoterapia efetuada por profissionais especializados nesta área, se a parte psicológica tiver um papel importante nesta disfunção.

* 3. Medicação via oral: Sildenafil (Viagra) é o medicamento mais utilizado para a impotência. Porém, ele exige algumas precauções, sobretudo se o paciente sofrer de problemas cardíacos. No diabético parece ter resultado positivo em cerca de 40% dos casos. Outros medicamentos orais (Cialis (Tadalafil), Levitra (Vardenafil)) estão disponíveis hoje no mercado com o mesmo efeito, mudando apenas o tempo de atuação, mas também só devem ser prescritos pelo médico. Já o medicamento Uprima (Apomorfina), em vez de agir diretamente no pênis, atua no Sistema Nervoso central, aprimorando o sinal  natural emitido pelo cérebro para o pênis.
* 4. Injeção no pênis de um medicamento (prostaglandina) que tem efeito local, com boa resposta em cerca de 80% dos casos, embora necessite ser aplicado sempre que se pretende obter uma ereção.

Vale lembrar que o maior tratamento no caso dos pacientes diabéticos com impotência sexual é um BOM CONTROLE GLICÊMICO, pois se há um controle adequado, dificilmente o diabético terá complicações.

Mulheres


Há poucos estudos relacionando a diabetes aos problemas sexuais femininos. Um deles, feito em 2008, aponta que algumas mulheres diabéticas se queixaram de falta de lubrificação vaginal e dor durante a relação. O número foi maior do que da parcela das mulheres que não possui diabetes. O trabalho detectou também que o número de diabéticas com problemas conjugais foi maior e que, entre todas as entrevistadas, dependentes de insulina ou não, a depressão era uma sombra sobre o relacionamento conjugal. "As disfunções sexuais na mulher parecem estar intimamente relacionadas a fatores psicológicos", afirma a ginecologista Paula Enzlin.
O que os ginecologistas percebem é que há, sim, algo físico nessa história. Um exemplo é a maior propensão das diabéticas às infecções vaginais como a candidíase. A Candida albicans é um fungo que prolifera em ambiente úmido, ainda mais quando conta com fartura de glicose no local. Provoca ardor, coceira e corrimento. O tratamento é tranquilo. "Basta ficar de olho no controle glicêmico, para equilibrar a taxa de açúcar no sangue, e usar um creme fungicida nas crises", esclarece a médica.
Quanto à falta de lubrificação, pode estar relacionada à vinda precoce da menopausa, mais comum em diabéticas do tipo 1 ou pacientes que não monitoram a doença. Nada que um lubrificante não possa ajudar.
O fator psicológico também não deve ser descartado, mesmo porque se sabe que as diabéticas estão mais sujeitas à depressão. Lidar com a doença desde pequena ou receber a notícia repentinamente, em idade mais avançada, são fatores que podem "desregular" a libido. A saída pode parecer simples, mas costuma ser eficiente no relacionamento a dois: relaxar e aproveitar a sexualidade sem "levar a diabetes para a cama". 

Fontes:  

quarta-feira, 16 de março de 2011

Diabetes X Candidíase


A candidíase é uma dermatite causada por um fungo chamado Candida albicans. Ele está freqüentemente presente em ambientes como banheiros, vestiários, praias, piscinas, etc... Está presente também em nosso organismo (mas em pequena quantidade), em nosso intestino grosso, nas fezes, não chegando a causar dano algum quando estamos com uma boa imunidade.

Porém, quando a imunidade do organismo cai devido alguma pequena infecção, ou até mesmo devido ao uso de antibióticos de largo espectro, a candida, por ser um microorganismo oportunista, pode povoar locais como a boca, esôfago, intestino, ânus, vagina e pênis. Se o nosso sistema imunológico está funcionando adequadamente, a população de fungos é mantida sob controle. Mas, caso o sistema imunológico falhe, a candida rapidamente se multiplica, vindo a causar um irritação muito grande na pele ou mucosa acometida, originando a doença conhecida como candidíase. 

A candida ainda tem a peculiaridade de se desenvolver muito bem em ambientes "açucarados", por isso ela é tão comum em diabéticos, pois ela se alimenta da glicose armazenada na parede das células das mucosas desses pacientes, principalmente nos genitais, pois muita glicose é liberada através da urina quando os níveis glicêmicos estão muito elevados, servindo até como um sinal para o paciente de que a glicemia pode estar demasiadamente alterada. Principalmente em mulheres diabéticas ela pode se desenvolver mais facilmente ainda, devido ao uso de absorventes (principalmente os internos) no período menstrual, se a glicemia não estiver controlada, pois ela prefere ambientes abafados e úmidos para se multiplicar. 




Os sintomas são decorrentes de uma forte irritação do local infectado, causando ardor, muita coceira e descamação da pele ou da mucosa. Assim, na candidíase oral temos a formação de aftas. No esôfago (órgão que comunica a boca com o estômago) causa dor no peito, queimação na boca-do-estômago e dor ao engolir alimentos. No ânus causa coceira e ardor. Na vagina, coceira, ardor e às vezes um corrimento espesso, tipo uma "massinha branca". No pênis, causa coceira, ardor e descamação da pele, às vezes chegando a ferir o local. 

Se você tiver estes sintomas, procure com urgência, o médico, pois deve ser feito o uso de medicamentos antifúngicos na forma de cremes, comprimidos ou cápsulas para amenizar o problema. Mas, o fundamental mesmo no caso dos diabéticos é o controle da glicemia, pois os pacientes que têm ela sempre controlada dificilmente apresentam candidíase.

Não é possível curar a candidíase, caso não se compense o diabetes: os dois tratamentos têm de ser feitos conjuntamente. Quando a imunodepressão é uma necessidade, como no caso de pacientes transplantados, ou que fazem quimioterapia, por exemplo, podemos usar medicamentos de tempos em tempos (quinzenal ou mensal, por exemplo) a fim de não deixar que a candidíase se manifeste. 



Cultura de Candida albicans

É possível prevenir a contaminação pela cândida principalmente através de algumas medidas como: 

- lavar as mãos antes e depois de ir ao banheiro 
- não se sentar no vaso sanitário 
- no banho, não se sentar no chão do Box ou banheira. Não tomar banho de banheira.
- as mulheres devem lavar as mãos antes de colocar absorventes internos.
- na praia ou piscina, não se sentar no chão ou qualquer banco sem antes forrar o local com uma toalha seca e limpa. 
- não "secar" o maiô ou biquíni no corpo. Se não for mais nadar, tomar um banho de água doce, lavando bem os genitais e o maiô com sabonete. 
- o casal deve fazer uma higiene íntima antes de ter relações sexuais. O ideal é sempre tomar um banho antes de dormir.
- o uso de um xampu antimicótico para higiene íntima pode prevenir a candidíase. Ele deve ser usado na vulva, nos pelos pubianos, ânus e virilhas, assim como no pênis e escroto. 
- Diabéticos devem manter SEMPRE o controle da glicemia para evitar o aparecimento desta infecção fúngica. É imprescindível!
-Transplantados devem estar atentos aos sintomas, e na ocorrência dos mesmos, comunicar sua equipe transplantadora, pois muitas vezes se faz necessário o ajuste de suas medicações imunossupressoras. 

Mesmo tomando-se todos esses cuidados, a candidíase pode ocorrer, independentemente de ser em diabéticos ou não, sendo então preciso o tratamento com comprimidos e cremes por pelo menos 14 dias, sempre prescritos pelo médico. Quanto mais cedo se iniciar o tratamento, mais rápido os sintomas desaparecerão. 

Por fim, uma dica importante: se você for acometido por uma forte coceira, procure imediatamente o seu médico para que ele possa lhe indicar os medicamentos adequados. Pode-se fazer compressas com um pano embebido em água bem gelada no intuito de aliviar os sintomas, até que os medicamentos comecem a fazer o efeito desejado no local. 



Fonte: 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Insulina: por que é necessário aplicar?





O organismo humano precisa de um hormônio chamado insulina para transformar os alimentos na energia necessária ao funcionamento das células e dos órgãos. Pessoas normais produzem insulina em um órgão chamado pâncreas. Quando uma pessoa adquire o diabetes, seu pâncreas progressivamente vai perdendo a capacidade de produzir insulina. Em algum momento (geralmente, alguns anos após o início do diabetes tipo 2, ou logo no início do diabetes tipo 1), o indivíduo diabético precisa repôr a insulina que o seu organismo não consegue mais produzir. A forma de aplicar essa insulina é através de injeções deste hormônio, uma, duas ou mais vezes durante o dia.

A boa notícia é que atualmente existem tipos de insulina bem mais avançados, que facilitam muito mais a tarefa de controlar os níveis de glicemia em pessoas diabéticas. O médico é quem vai avaliar qual o melhor tipo de tratamento para cada caso em particular, de acordo com as características, necessidades e estilo de vida do paciente.

Quais são os tipos de insulina que existem?
A maior parte das insulinas disponíveis hoje no mercado brasileiro é do tipo “humana”, ou seja, são insulinas fabricadas em laboratório, através de recombinação de DNA em bactérias, mas exatamente iguais à insulina produzida pelo próprio corpo humano. Em alguns lugares, ainda se pode encontrar insulinas animais (bovinas ou suínas), mas sua utilização é bastante restrita.

As insulinas podem ser classificadas, de acordo com seus tempos de ação, em: lentasintermediáriasrápidas ultra-rápidas. Cada tipo de insulina tem um início de ação (tempo necessário para que a insulina comece a fazer efeito, depois de aplicada); pico de ação (período após a aplicação em que a insulina exerce seu maior efeito), e duração de ação (por quanto tempo a insulina fica agindo, no total, após a injeção) diferente.
Um resumo do perfil de ação das insulinas encontradas no Brasil pode ser visto abaixo:

1) Insulinas ultra-rápidas - Início de ação: 10 a 15 minutos; pico de ação: 30 a 90 minutos; duração de ação: 3 a 6 horas. Cor: transparente. Exemplo: insulina lispro(Humalog®), insulina asparte (Novorapid®), e insulina glulisina (Apidra®).
2) Insulinas rápidas - Início de ação: 30 a 60 minutos; pico de ação: 2 a 3 horas; duração de ação: 6 a 8 horas. Cor: transparente. Exemplo: insulina regular(Insuman R® , Biohulin R®, Humulin R®, Novolin R® e Insunorm R®).
3) Insulinas intermediárias - Início de ação: 2 a 4 horas; pico de ação: 6 a 10 horas; duração de ação: 14 a 18 horas. Cor: branca turva. Exemplo: insulina NPH(Insuman N ®, Biohulin N ®, Humulin N ®, Novolin N ®, Insunorm N®).
4) Insulinas lentas - Início de ação: 2 horas; pico de ação: não faz pico (nível de ação constante, por isso causam menos hipoglicemia); duração de ação: 18 a 24 horas. Exemplo: insulina glargina (Lantus ®) e insulina detemir (Levemir ®).

Além desses tipos de insulina, existem disponíveis no mercado preparações contendo 2 tipos diferentes de insulina pré-misturadas, em frascos ou em refis para canetas. Exemplos são as misturas de NPH + regular (em proporções de 90/10, 85/15, 80/20, 75/25 ou 70/30), lispro solúvel + lispro cristalizada com protamina (75/25 ou 50/50) (Humalog Mix 25® e Humalog Mix 50®) e asparte solúvel + asparte cristalizada com protamina (70/30) (Novomix 30®).

A insulina pode ser utilizada por alguma outra via, que não seja injetável?
Atualmente, todas as insulinas disponíveis no mercado brasileiro são para uso injetável (subcutâneo).
Há muitas pesquisas para tentar encontrar alguma forma alternativa de administrar insulina aos pacientes diabéticos, visto que muitos pacientes reclamam do desconforto da injeção (embora a dor e o risco de complicações sejam mínimos, se a insulina for aplicada com a técnica correta).
Já existem no mercado as chamadas "bombas de insulina" (as mais modernas atualmente são a Accu-Chek Spirit® e a Paradigma 715 E 722®, que já possui um medidor de glicose acoplado)  que são mecanismos injetores de insulina programáveis, os quais injetam continuamente insulina ultra-rápida em frações de tempo ao longo do dia. Estes mecanismos injetores ficam acoplados ao paciente diabético através de um catéter cuja agulha fica na camada subcutânea. 


Uma apresentação para uso inalatório chegou a ser comercializada no Brasil por alguns meses, em 2007, mas foi retirada do mercado devido ao seu custo altíssimo e também pelos relatos de complicações pulmonares. Essa insulina inalável (nome comercial: Exubera®) necessita de um aparelho inalador para ser administrada corretamente, e não pode ser usada por asmáticos ou fumantes. Talvez essa apresentação volte ao mercado num futuro próximo, dependendo do resultado de pesquisas que estão em andamento. 


Vários pesquisadores também estão tentando criar apresentações de insulina para uso oral, ou para aplicação na mucosa da cavidade oral, embora existam muitas dificuldades técnicas para essa via de aplicação, já que a maior parte da insulina administrada no aparelho digestivo acaba sendo digerida e inativada pelas enzimas do próprio paciente.

Fontes: 




    Aprenda a germinar grãos e se beneficiar da alimentação viva para o controle de sua diabetes

    A Nutricionista Karin Honorato conversa com a educadora Jane Susie sobre o preparo da germinação de vários grãos e sementes.

    A alimentação viva é uma opção de nutrição que vem ganhando destaque entre os adeptos da alimentação saudável. Mas, para conseguir o máximo de nutrientes e, por consequência, benefícios para a saúde, que os grãos e sementes podem prover, é preciso fazer as técnicas adequadas da germinação para cada grão.

    Na alimentação viva, são usados grãos e sementes como amêndoas, nozes, girassol, trigo, lentilha, alfafa, feijão moyashi, entre outros.

    Os grãos, como explica a especialista Jane Susie, educadora em alimentação viva formada pelo instituto Terrapia, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, devem ser germinados no ar, na água ou na terra. E a forma de germinação correta é que vai permitir, segundo a educadora, que esse grão se transforme em uma fonte poderosa de nutrientes.

    Abaixo, veja o tempo de germinação na água e no ar dos grãos e das sementes citado na reportagem:

    Sementes que germinam na água
    Amêndoa: 48h na água
    Nozes: 8h na água
    Girassol sem casca: 8h na água

    As sementes que germinam na água não podem ficar fora d'água, pois fermentam e perdem o valor nutricional.

    Sementes que germinam no ar
    Girassol com casca: 8h na água e 8h no ar
    Trigo: 8h na água e 8h no ar
    lentilha: 8h na água e 8h no ar

    Brotos que germinam no ar
    (levam de 3 a 5 dias até ficarem no ponto para consumo)
    Alfafa: 8h na água e fica no ar até as folhinhas verde aparecerem, enxaguando sempre pela manhã e à noite.
    Feijão moyashi: 8h na água e fica no ar até começar a apontar 2 folhinhas.

    Brotos que germinam na terra
    Trigo e girassol: Primeiro segue a germinação da semente. Depois, se planta a semente germinada no húmus.

    Dicas de Jane Susie, da Oficina Germinar BH e educadora em alimentação viva formada pelo Terrapia/Fiocruz/RJ.

    Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/02/conheca-os-segredos-da-comid...

    domingo, 13 de março de 2011

    Alimentação Viva no controle do Diabetes e da Hipertensão Arterial



    Nos últimos anos a mudança de hábitos de vida vem sendo procurada por um número crescente de pessoas desejosas de uma vida com qualidade. Existe hoje uma consciência maior sobre a necessidade de algumas transformações no nosso cotidiano. No campo da saúde pública, a Promoção da Saúde vem sendo marcada por ações que favoreçam a apropriação da saúde por diversos caminhos. Entre eles estão aqueles voltados para o incentivo às práticas de atividade física e reorientação de hábitos alimentares. Um exemplo de alimentação saudável é a Alimentação Viva


    A prática da ALIMENTAÇÃO VIVA, é baseada nas sementes germinadas e brotos, além do consumo de vegetais crus, acrescentada de uma ampla reflexão sobre estilo de vida e envolvimento com os cuidados ambientais, entendendo o ser humano como integrante da rede da vida. Ela valoriza a VITALIDADE de todos os “alimentos”, sejam eles vindos dos elementos da natureza ou do estilo de vida como fontes de energia (ou de organização da bioeletricidade corporal, como prefere Cousens G.).


    Segundo o médico Alberto Gonzalez, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e autor do livro "Lugar de Médico é na Cozinha", muitos pacientes começaram a aprender que a Alimentação Viva influencia bastante no controle do Diabetes e da Hipertensão Arterial.
    "Há influências bastante claras na obesidade, na constipação, na inflamação crônica, na dislipidemia – que é o desequilíbrio do colesterol –, nas doenças gastrointestinais e respiratórias e no diabetes", aponta Alberto Gonzalez. 

    Assista um trecho da entrevista do Dr. Alberto Gonzalez no Globo Reporter do dia 05/09/2008 para entender o que é a Alimentação Viva e como ela influencia no controle da Diabetes e na diminuição da Hipertensão Arterial, entre outros benefícios que ela traz para o nosso organismo:







    Fontes:
    • Globo Reporter (http://grep.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-20159-3,00.html)
    • Terrapia (Blog do Programa de Alimentação Viva na Saúde e Ambiente, da Fiocruz) http://www4.ensp.fiocruz.br/terrapia/

    sexta-feira, 11 de março de 2011

    Contagem de Carboidratos no Controle da Diabetes

    Os carboidratos são amplamente encontrados na nossa dieta. São a base da alimentação humana e idealmente devem constituir em torno de 50 a 60% das calorias consumidas diariamente.
    A função deles é fornecer a energia para o funcionamento de todas as células do nosso organismo, mantendo-nos vivos. Dentro do grupo dos carboidratos, estão os cereais (arroz, trigo, milho, aveia, etc), os tubérculos (batatas, mandioca, mandioquinha, etc) e os açúcares (mel, frutose, lactose, glicose).
    Os carboidratos podem ser divididos em complexos (polissacarídeos) e simples (monossacarídeos). Apenas os carboidratos simples podem ser absorvidos pelo intestino, entrar na nossa circulação sanguínea e logo entrar dentro das células, para gerarem energia. Os carboidratos complexos  precisam ser antes digeridos e transformados em monossacarídeos para depois poderem ser aproveitados pelo nosso organismo. O monossacarídeo mais famoso e importante é a glicose.
    Para entrar na célula e fornecer energia ao nosso organismo, a glicose precisa de uma espécie de "chave" para se ligar. Sem essa chave, ela fica  "solta" na corrente sanguínea e vai se acumulando, causando muitos danos aos diversos órgãos. Essa "chave" à qual a glicose precisa se ligar nada mais é do que a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, cuja falta ou ação defeituosa causa o diabetes.
    Existem vários tipos de dieta utilizados no tratamento do diabetes, sendo que um dos mais utilizados atualmente é o da CONTAGEM DE CARBOIDRATOS.
    Todos os diabéticos do tipo 1, assim como os diabéticos tipo 2 em terapia intensiva com múltiplas doses de insulina, ou então usando  bomba de infusão de insulina, podem utilizar a técnica para um melhor tratamento.
    Sabendo-se a quantidade exata de carboidrato ingerido, o método nos permite dosar a quantidade exata de insulina a ser aplicada, evitando-se assim carboidratos demais na corrente sanguínea (hiperglicemia) ou então um nível abaixo do normal (hipoglicemia).
     A contagem de carboidratos é uma ferramenta poderosíssima no tratamento do diabetes, porém requer muita disciplina e conhecimentos no seu manuseio, conferindo desta forma muita liberdade na dieta dos pacientes que se utilizam da técnica, uma vez que os mesmos podem comer um pouco de tudo, desde que saibam a quantidade de carboidratos que estão ingerindo e apliquem a insulina ultra-rápida (NovoRapid, Humalog ou Apidra) na quantidade certa toda vez que ingerirem carboidratos (geralmente mais do que 15 gramas de carboidrato).
    Alguns parâmetros que variam de pessoa para pessoa precisam ser determinados pelo médico antes do tratamento. Dentre eles está a sensibilidade à insulina e o tipo de insulina que será utilizado no esquema. O índice de massa corpórea do paciente também influencia bastante na determinação do esquema de contagem.
     Em geral, para um adulto, a necessidade de insulina  está por volta de uma unidade de insulina ultra-rápida para cada 15 gramas de carboidrato (CHO) ingeridos. Porém, esta relação pode variar de acordo com os parâmetros acima citados.
    Para facilitar o seu entendimento, suponhamos que você decidiu utilizar este esquema para o seu tratamento. O seu médico já determinou que a sua sensibilidade à insulina sugere uma relação de 1 unidade de insulina ultra-rápida para cada 15g de carboidrato ingerido.
    Você faz então o seguinte café da manhã:
    - 1 copo de leite (240 ml)                            
    - 1 colher de achocolatado
    - 1 Pão francês
    - 1 Fatia média de queijo
    Porém, antes de se alimentar, você retira do seu bolso a tabela de carboidratos, na qual consta a quantidade aproximada de carboidratos contida nos alimentos mais utilizados na sua dieta usual, e calcula:
    1 copo de leite tem 12g de Carboidratos (CHO)
    - 1 colher de achocolatado tem 13g de CHO
    - 1 Pão francês tem 28g de CHO
    - 1 Fatia média de queijo não tem CHO
    TOTAL= 53g de CHO
    Para finalizar, basta dividir a quantidade total de carboidratos dos alimentos pela relação insulina/carboidrato:
     53g por 15g/U = 3,53U de insulina deverá ser aplicado para aquela refeição.
    Vale lembrar também que você deve antes de tudo fazer o teste em seu glicosímetro para ver se há alguma alteração em sua glicemia, pois você também deverá corrigir esta alteração com a insulina ultra-rápida.
    Logo, se você toma 1 unidade de insulina para cada 15g de carboidratos ingeridos, você deverá também tomar 1 unidade de insulina ultra-rápida por 50mg/dL de glicose a mais na sua corrente sanguínea. Por exemplo: Se em seu teste apareceu o seguinte resultado: 200mg/dL, logo você deverá tomar 2 unidades de insulina para a sua glicose chegar a 100 (o nível ideal). Aí sim, vc soma as 3,53U de insulina a serem utilizadas para baixar o nível de carboidratos do seu café da manhã às 2 unidades de insulina a serem utilizadas para fazer a correção de sua glicemia alterada, dando um total de 5,53 U (aproximadamente 5,5 unidades).
    Existe uma fórmula a ser utilizada para se fazer a correção da glicemia:


    Glicemia Atual (=200mg/dL) - Glicemia Ideal (=100mg/dL) = 200-100 = 2 U insulina
                        Fator de correção (=50mg/dL)                            50


    Em todas as refeições estes cálculos devem ser realizados.
    Para maiores informações, consulte o Manual Oficial de Contagem de Carboidratos da Sociedade Brasileira de Diabetes: http://www.diabetes.org.br/livros-e-manuais/manual-de-contagem-de-carboidratos